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Importância do assinante, dos citrinos

O clima é um fator crítico para os citrinos e pode chegar a ser limitante para o seu cultivo. A variável climática mais importante na determinação do desenvolvimento vegetativo, a floração, da fecundação e da qualidade do fruto é a temperatura. Uma faixa de temperatura entre 25º C e 30º C é considerado ideal para a atividade fotossintética, temperaturas maiores, acima dos 35º C a reduzem.
As necessidades de água dos citrinos-estima em 5.000 – 8.000 m3 ha/ano, equivalente a uma taxa de precipitação em torno dos 500 – 800 mm, Mas tudo vai depender da área em que nos encontramos.
Deficiência de nitrogênio: caracteriza-se por uma redução do tamanho das folhas e um amarilleamiento generalizado destas, mais acentuado nos nervos.
Deficiência de fósforo: a sua detecção em campo, é difícil, além de não ser uma falta comum em citrinos. Em árvores com esta deficiência apresentam floração menos intensa, maior tamanho de frutos, mas com menos suco.
Deficiência de potássio: São pouco detectáveis em campo, pelo que necessitam de detecção em laboratório. As folhas mais velhas são as principais afetadas, arrugándose e enrolando-se, e os frutos se desenvolvem com menor tamanho.
Deficiência de magnésio: é detectado por um amarilleamiento das folhas, principalmente nas velhas que não atinge toda a superfície, ficando um “V” recheada de cor verde. Com carências de magnésio os frutos são de menor tamanho e menor teor em açúcares.
Deficiência de cálcio: com esta falta o cítrico reduz o seu desenvolvimento, perde vigor e as pontas dos ramos são drenados, podendo aparecer defoliaciones.
Deficiência de enxofre: mostra um comportamento semelhante ao da deficiência de nitrogênio. As folhas mostram uma cor verde-claro e as pontas das folhas se curvam.
Deficiência de ferro: se manifesta através das tonalidades amarelas que adquirem as folhas jovens, à exceção de seus nervos que não mudam de cor.
Deficiência de manganês: manifesta-se pelo aparecimento de lacunas amarelas de forma irregular distribuídas sobre as folhas jovens, mas sem alterar seu tamanho ou forma. Esta carência costuma conviver com as deficiências de Zn.
Deficiência de cobre: não costumam aparecer por causa das aplicações antifúngicas aplicadas para combater tais doenças.
Deficiência de boro: é pouco específica, aparecendo manchas translúcidas, amarilleamiento de nervos, deformação de folhas e cor bronzeamento em folhas jovens.
Deficiência de molibdênio: apresenta algumas carências nos citrinos semelhantes às deficiências em nitrogênio.
Dose máxima anual (gramas por árvore) padrão para assinante dos citrinos. Parte-Se que temos uma exploração de árvores no máximo desenvolvimento, com cada quadro de plantio, e de forma informativa e genérica. Cada variedade pode ter outras necessidades, embora semelhantes.
Interpretar estes dados é relativamente simples, pois falamos de quantidades (em gramas por ano) e de fertilizantes. No entanto, há que contar com as unidades fertilizantes (como temos vindo a fazer no blog), para saber qual é a quantidade total, há que adicionar.
Para o exemplo anterior, se vamos para o cultivo da laranjeira e da dose de nitrogênio aplicado em fertirrigación (gotejamento, por exemplo), vemos que para um quadro de plantio de 6×4, há que aplicar 577 gramas por árvore (240 kg/ha).
Isto quer dizer que, para o caso de nitrato de amónio, teria que aplicar 1,67 kg por árvore desse fertilizante, 34,5% da riqueza em nitrogênio, ou o que é o mesmo, 695 kg/ha.
Agora, o problema seguinte estará em negociar de forma correta o abonado durante o cultivo, pois é um padrão que define o sucesso ou fracasso do cultivo.
Distrbiución mensal dos nutrientes sobre a dose total (%), em plântulas.
Distribuição mensal dos nutrientes sobre a dose total em variedades precoces (%)
Distribuição mensal dos nutrientes sobre a dose total em variedades tardias (%)

Como se pode ver, a soma em um ano completo de todos os % deve dar 100. Agora, tomando-se a tabela anterior e esta, podemos saber a quantidade a adicionar a cada item, de acordo com a época em que nos encontramos.
Voltamos ao exemplo do nitrato de amónio. Se em um ano você tem que adicionar 240 kg/ha de Nitrogênio, para o mês de junho (20%), temos que pagar com 48 kg de Nitrogênio. Isso, com as unidades de fertilizantes de nitrato de amónio (34,5%), nos dá uma quantidade exata de 139 kg no referido mês.
Como em junho já começa a fazer calor, certamente estaremos regar quase todos os dias ou a cada 2 dias (isso vai depender do agricultor, da água disponível e do tempo onde se encontre).
Se rega todos os dias (30 regas ao mês), a quantidade a adicionar em cada irrigação de nitrato de amónio será de 4,6 kg e Agora, tudo vai depender do estado da cultura, variedade, etc., Embora basicamente, esta seria a forma de realizar um plano de assinante para os citrinos.
Se você quiser fazer os cálculos de assinante dos citrinos em Excel, de forma automática, pode fazê-lo clicando na imagem abaixo

Elaine

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