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O que as algas marinhas podem fazer pela sua horta

Basicamente, o efeito que as algas marinhas promovem sobre as plantas baseiam-se em agir como um gatilho ou potenciador na assimilação de nutrientes (por ativação enzimática). No chão, começa também efeitos positivos, baseados em melhorar as propriedades físicas do solo, como a retenção da umidade, da celulose, ou como fonte de alimentação para bactérias e microorganismos positivos.

E outra vez voltamos para o mesmo. Como também ocorre com os aminoácidos, com os produtos nematicidas ou com muitos outros, um importante fator que define a qualidade das algas marinhas é o processo de extração. Como um bom costeleta de vitela, não é o mesmo que estar fresco congelado, não é?
Neste caso ocorre o mesmo, se o processo de extração e embalagem é “fresco”, ou seja, é o extracto puro de algas, conserva muitas mais propriedades do que se pegar o extrato seco de algas ou congelamos. Neste caso, embora também traz propriedades das plantas, o nível de proteínas é bastante mais baixo (se perde no processo de embalagem, como as vitaminas).
Como verá a seguir, mais do que o interesse pelo conteúdo nutricional que possa ter este produto, o que mais interessa são os compostos baseados em polissacarídeos, como o ácido algínico, laminarinas, auxinas, etc. no entanto, todos esses compostos, como já comentado, se perdem no processo de fabricação, se modificar suas propriedades físicas.
A composição nutricional das algas marinhas não se destaca pela grande quantidade de nutrientes que traz para as plantas (a relação é mais fitohormonal). Para que vejam um exemplo da composição média de um extrato de algas tipo Ascophyllum nodosum, Macrocystis pyrifera ou Gelidium robustum.
Como você pode ver, as concentrações são muito baixas, pelo que não deve ser considerada como um nutriente, mas sim como um fitofortificante. No conteúdo, que não vai declarado em percentagem, há que juntar tudo o que já disse antes, fitohormônios (auxinas, giberelinas, etc), polissacarídeos (lamarina, ácido algínico, manitol, fuicodan, galactanos, celulose, etc.
Tudo isso é realmente interessante, os extratos de algas marinhas. Agora bem, é complicado diferenciar entre produtos, por isso mesmo, esses conteúdos não vão declarados nas fichas técnicas ou nas etiquetas.
Aqui é interessante ver se os extratos de algas marinhas têm sido tratados ou são extratos puros liquefeitos e embalados. Quando têm baixas doses (em %), costumam ser preparados ou extratos em pó de alga marinha, que depois volta a flertar com água.

As algas marinhas são para as plantas como para nós é o chocolate, por dizê-lo de alguma forma. É um potenciador do crescimento baseado em potencializar a atividade enzimática da cultura através da produção de fitohormônios.
Por isso, cada agricultor utiliza-o de maneira diferente. Há quem se pode dar ao luxo de aplicá-lo de forma contínua ao seu cultivo. Outros, em momentos delicados da cultura (após um estresse ambiental, em fases de floração e fecundação, no início do cultivo, etc.).
Há também quem combina com produtos fitofarmacêuticos ou complexos nutricionais para obter um efeito mais rápido em sua assimilação. Isto pode ser baseado na técnica da complejación orgânica, como também faz com que o carbono (C).
Embora cada produto baseado em algas marinhas terá algumas recomendações, neste caso, não passa nada por passar (o que mais se resentirá será o nosso bolso). No entanto, oferecemos uma série de valores comuns que pode nos guiar na hora de calcular a quantidade que temos que comprar e o efeito que queremos:
Assim, como conclusão, se em um determinado momento você precisa de um estímulo para sair de um estresse ambiental ou biotical (causado por uma praga ou doença), você pode recorrer aos extratos de algas marinhas.

Elaine

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