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Tipos de substratos

O substrato que empreguemos, tem que reunir algumas condições básicas e não tão básicas para cada planta. Normalmente, as plantas que usamos são espécies adaptadas (e não tão adaptados) trazidas de outros países, até mesmo continentes. Isso faz com que possamos simular o melhor possível as condições do ambiente onde se desenvolveram de forma primitiva, se queremos melhores resultados e uma variedade vegetal sem precedente. Para isso, devemos começar, como se de uma casa se tratasse, os alicerces.
A primeira coisa que devemos ter em conta é que o substrato para efeitos físico-químicos, não tem as mesmas características de um solo. Um substrato que será muito mais arejado em relação ao pouco peso, que gera o volume de conteúdo no vaso ou jardineira, por exemplo. Mas a diferença mais importante talvez seja o seu teor em matéria orgânica. A dia de hoje, um solo com 3% de matéria orgânica é considerada um bom solo. A grande maioria estão entre 1% e 2% (no Brasil, pelo menos) e, às vezes, não chegamos nem a 1%. Um substrato no entanto, pode perfeitamente chegar a níveis de 70% na matéria orgânica, mesmo podendo ser próximos a 90% em alguns casos. Outros fatores importantes para a escolha ou criação de substrato serão a porosidade ou a capacidade de troca de ar, e a capacidade de retenção de água. Neste último, também é importante não apenas a capacidade de retê-las, mas também a quantidade dela que se encontra disponível para a planta. A última característica de um substrato embora possa parecer óbvia, é o suporte para o desenvolvimento da planta. Vejamos os diferentes tipos:
Areia: Este é um dos substratos que mais se usa por sua facilidade de uso, granulometria e porque nos dá uma boa drenagem geral ao homogeneizarse bem com o resto de componentes do substrato. As melhores arenas para este fim, são as do rio de janeiro. Têm uma capacidade de retenção de água média. O único apartamentos espaçosos que podemos ter ao contrário dos cascalhos, por exemplo, é que com o tempo perde-se um pouco da fase aérea, devido à compactação, portanto, a capacidade de aeração diminuirá ligeiramente. Outro aspecto interessante é que quase não se degradam com o tempo.
Cascalho: Outro substrato muito usado também. Boa estabilidade estrutural, baixa capacidade de retenção de gua (drenante), mas a sua alta porosidade é por isso que favorecem a ventilação geral do substrato. São também muito estáveis, como as areias do rio, assim que teremos cascalho para sair. As melhores são as de quartzo, e as que tenham baixo teor em carbonato de cálcio. A pedra-pomes é outra interessante, mas deve ser lavado antes de sua utilização.
Cascalho vulcânica: Não há necessidade de dizer a origem deste material. Composto principalmente por óxidos de silício e alumínio, entre outros. Como vantagens podemos dizer que continene alguns micro e macronutrientes como calcico, magnésio e fósforo. O pH é algo ácido e da sua capacidade de retenção de água é praticamente nula.
Turfa: Assim como os três materiais anteriores poderiam ser considerados inertes, as multidões já nos saímos um pouco dessa clisificación. A turfa é a primeira fase de formação do carvão mineral a partir de restos vegetais. Sua composição é muito variável. A distinção entre mobs loiras (esfagno) e pretas. As primeiras menos mineralizadas e, portanto, com maior teor em matéria orgânica são muito utilizadas em viveiros, por exemplo. As verdadeiras e boas mobs loiras são as compostas por restos de musgos do norte da Europa. As negras, muito pelo contrário. Têm mais conteúdo mineral, mas também são mais estáveis. Na hora de comprar turfa temos que andar com mais olhos do que com outros substratos. Ao variar a sua composição, em função de sua origem, devemos tê-lo em conta.
Fibra de coco: Já falamos um pouco dela no post dedicado ao substrato de plantio para os legumes da horta. É muito utilizada para este fim. Tem uma muito boa capacidade de retenção de água e boa capacidade de aeração. Geralmente sais assim que se deve lavar. De todas as formas, perguntai onde a compréis porque pode vir pronta para usar.
Esterco: Evidentemente, não vamos dar esterco diretamente em nossa vaso para uma planta de interior. Teríamos um ambientador um pouco forte ,-). Deve estar previamente tratado, compostado e danificado para sua utilização direta no vaso. Tem um alto teor de matéria orgânica. Também depende do tipo de esterco de que se trate e de seu nível de compostado. Sua capacidade de retenção de água é muito boa também.
Húmus de minhoca: ¡O rei de todos os húmus!! Já se falou muito sobre este tipo de composto elaborado sabiamente a minhoca vermelha da califórnia. Devemos muito a este pequeno anélido. Este substrato é um dos melhores no dia de hoje. Sua contribuição em nutrientes disponíveis é excepcional, além de melhorar a estrutura do substrato e sua composição química. Se quiser saber mais recomendamos ver as entradas referentes ao produto da compostagem e vermicompost.
Casca de pinheiro: É também muito utilizada. As cascas pode ser que se leve a palma. É usado tanto fresca como compostada. O último caso é o mais recomendável. As que são frescas podem causar problemas de fitotoxicidade. Tem boa capacidade de aeração e capacidade de retenção de água é média-baixa.
Em alguns casos, podemos precisar de algum destes substratos, pois podem ter propriedades necessárias para um caso concreto. Alguns dos artificiais, como as argilas expandidas ou as perlites e vermiculitas têm propriedades excelentes. Vamos começar:
Perlite: Este é um daqueles exemplos de que falávamos. Grande capacidade de retenção de água, até 5 vezes o seu peso, mas a sua vez, grande porosidade. É um excelente componente que vem de cascalho vulcânicas às quais se aplica um tratamento térmico para que adquira essas propriedades. Muito utilizada juntamente com a vermiculita em substratos para viveiro. Também tem uma durabilidade aceitável, em torno de 6 anos.

Vermiculita: Mineral pertencente à família das micas composto por silicatos de alumínio, magnésio e ferro, o que foi tratado termicamente a comprar um volume muito superior ao original. Esta expansão é a que lhe confere as características de alta capacidade de retenção de água e capacidade de aeração embora este último se chegue a perder com o tempo, a compactação assim como acontece com as arenas.
Arlitas: Também conhecidas como argilas expandidas também devem ser tratados termicamente para que adquiram um volume muito superior ao seu peso e ganharam porosidade. Essa é a sua grande virtude, já que pelo lado oposto, temos uma baixa capacidade de retenção de água.
Lã de rocha: Feito a partir de rocha vulcânica, é muito usado na indústria da construção por suas propriedades ignífugas e insonorizantes, mas também tem seu aplicativo para criar um substrato para plantas. A vantagem deste material é que consegue ter uma boa capacidade de retenção de água e obter uma aeração aceitável. Pode-Se chegar a degradar com o tempo.
Tem um artigo inteiro dedicado à lã de rocha.
Poliestireno expandido: é um plástico, e em Agromática não gostamos muito, foi e continua a ser utilizado como elemento aerador de muitos substratos. O seu baixo preço pode ser um bom motivo de seu uso tão comum. Ele tem uma baixa capacidade de retenção de água.
Este é o caminho mais fácil, mas nem por isso pior. Evidentemente teremos uma seleção de substratos gerais, como é o substrato universal, que nos servirão para a grande maioria das plantas, mas não de forma otimizada. Existem também substratos específicos para cactos, plantas acidófilas, e um sem fim de que eles são formulados para espécies e plantas específicas. Se você tiver dúvidas, o melhor é perguntar para onde você vai comprar.
Não há um material melhor, nem perfeito para a realização de um substrato. Isto é como a cozinha. A correta mistura de ingredientes é o que faz um grande prato. Aqui acontece o mesmo. A mistura adequada de materiais é o que dá as características físico-químicas necessárias para cada planta.
Pois, até aqui, tudo o que se pode comentar sobre substratos para plantas, NÃO? Não, tudo não! Nos falta um! Mas este vos vamos deixar adivinhar a vós. Você pode deixar as vossas respostas nos comentários e o que ele adivinhe terá o privilégio de fazer parte desta entrada quando atualizarmos com o substrato que falta.
Sucesso!
Graças a César, Helena e Pedro pelas respostas. Infelizmente ninguém deu com o último substrato que faltava. Não vou mentir. Era um pouco rebuscado:
Se, se….eu vou dizer que a água não é um substrato, que a água a água é o ponto. Se, goku teve:
Sem água não podemos conceber o crescimento vegetal. Serve como transportadora de nutrientes e, além disso, pode ser utilizado como substrato. Acaso imaginam em que momento?
Até a próxima!
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Elaine

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